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Aedes aegypti, o mosquito da dengue

O mosquito da Dengue, o Aedes aegypti, também conhecido como “mosquito da Febre Amarela”) é uma espécie oriunda do continente africano, originalmente descrita no Egito. Além da Febre Amarela, eles são conhecidos por transmitir Chikungunya, Dengue e Zika. Na década de 2000, essa espécie se disseminou por quase todas as regiões tropicais e subtropicais do mundo.

No período colonial, os mosquitos da Dengue foram introduzidos no Brasil e os primeiros registros de epidemias no país são datados de 1845. Em 1955, o mosquito foi considerado erradicado, como consequência do combate intensivo à Febre Amarela.

A segunda infestação do Brasil por Ae. aegypti se iniciou doze anos depois. Atualmente, o mosquito é encontrado em todos os estados do país.

Distribuição do mosquito Aedes aegypti

Worldwide distribution of tiger and yellow fever mosquitoes Aedes albopictus, Aedes aegypti, and Aedes polynesiensis

Características

O mosquito dengue, de cor escura, tem cerca de 3-4 mm de comprimento. O mosquito pode ser identificado por um sinal em forma de uma lira, no lado dorsal do tórax, e por padrões brancos e pretos marcantes nas pernas.

The yellow fever mosquito Aedes aegypti, pictured by E.A. Goeldi (1905). The male, to the left, to the right, females.

Comportamento

Após um repasto sanguíneo completo, o Ae. aegypti produz e deposita em torno de 100 ovos, altamente resistentes à desidratação. Este aspecto assegura a viabilidade dos ovos por meses, em ambientes com baixas umidades e favorece a dispersão passiva dos mosquitos. As fêmeas tem preferência por criadouros com água relativamente pobre em matéria orgânica e utilizam para desova uma grande variedade de recipientes comuns do ambiente urbano, como por exemplo, caixas d´água, tonéis, latões, cisternas, frascos e latas vazias, pneus, pratos de vasos, bromélias etc. Os ovos são depositados em diversos criadouros, um comportamento chamado “oviposição em saltos” (do termo inglês skip oviposition). Essa oviposição em saltos é um fator que contribui para dispersão dos vetores da dengue.

O ciclo de vida dos mosquitos da Dengue

Os ciclos de vida do mosquito da Dengue e do mosquito tigre asiático (Aedes albopictus) são muito semelhantes. Os ovos são resistentes ao calor e à deisdratação, e são depositados em recipientes naturais e artificiais sujeitos a inundações. Quando os ovos estão cobertos por água, as larvas eclodem, ficam penduradas à superfície da água e respiram através de um sifão tipo snorkel na ponta do abdômen. Existem quatro fases larvares que se alimentam de material orgânico, filtrando a água com partes da boca. A larva do quarto estágio se transforma em uma pupa, que se mantem na superfície da água,  respirando por meio de dois sifões tipo snorkel na extremidade frontal. A pupa é uma fase que não se alimenta, em que o mosquito passa da forma larvar para um inseto adulto. O mosquito adulto emerge da pupa, e normalmente se alimenta de sucos de plantas doces e néctar para atender sua necessidade de energia. Somente os mosquitos fêmeas se alimentam de sangue, que precisam para produzir seus ovos.

Os ciclos de vida do mosquito da Dengue e do mosquito tigre asiático são muito semelhantes. Os ovos são resistentes ao calor e à deisdratação, e são depositados em recipientes naturais e artificiais sujeitos a inundações.

Que doenças transmitem os mosquitos da Dengue?

O mosquito da Dengue não é apenas um vetor desta doença, mas também da Febre Amarela, Chikungunya e Zika.

Aedes aegypti, foto by eye of science - photo studio for scientific photography

Imagem do microscópio eletrônico de varredura do mosquito da Febre Amarela. Com permissão do eye of science – photo studio for scientific photography

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